9 de out de 2016

A dor da perda

Escrevo isso em uma sala. Movimentada e cheia de pessoas. Quem me observa de longe, vê apenas uma garota normal fazendo anotações em um caderno cor-de-rosa, e eles nem imaginam que estou escrevendo para não cair em meio a lágrimas em público. A moça de vestido floral sentada ao meu lado me lança um sorriso de empatia, como quem diz "vai ficar tudo bem". Será mesmo que vai? Em menos de uma semana, meu coração já embarcou numa montanha russa com loops infinitos diversas vezes ao escutar seu nome.
Após uma série de vacilos seus, abro mão da minha felicidade e te deixo ir. Certa vez numa palestra do Pe. Fábio de Melo, escutei do mesmo, que deixar ir também é um ato de amor , e eu espero de todo coração que você entenda isso. Você sempre me disse que se sentia insuficiente para mim, que eu merecia mais, e eu discordei, até o último segundo, porque eu sei o que é melhor pra mim, e o melhor para mim era você. Mas você me provou o contrário, fez com que eu realmente desistisse de você e com que eu concordasse que eu merecia alguém melhor. Começou a agir diferente, se mostrar melhor sem mim, que outras pessoas e a bebida eram seus melhores momentos e eu não fazia a menor diferença nesses casos.
Você fez com que eu tomasse a decisão drástica de abrir mão desse amor. Eu não posso amar por dois. Não posso despejar minha completa felicidade em seus bracos na esperança de que você saiba o que fazer com ela. Eu não posso continuar vivendo a dois sozinha. Abrir mão de você é um ato de amor próprio, e de amor à você. E eu te amo tanto que prefiro ver você sendo feliz verdadeiramente longe de mim. Você me perdeu, você quis isso, e eu cansei.